04 março 2010

Um irresponsável sonhador

TER um corpo humano não garante SER humano. TER é um potencial, SER é realizá-lo.

Amor não se é herdado ou ganho. Não posso TER Amor, só posso SER Amor.

Qual o sentido da vida? O sentido de todas as coisas é realizar seu potencial. TER um corpo humano é TER o potencial do Amor. SER humano é realizar esse potencial em toda a sua vida, é SER Amor. Esse é o único sonho e vale a pena dedicar a sua vida.

Sou um irresponsável sonhador, q além de sonhar é insano p/ contar e teimoso p/ realizar. Minha vida seria mais fácil se rejeitasse meus sonhos, se tivesse uma maior flexibilidade moral, se vivesse a agonia de ser aquilo q os outros querem q eu seja e se aceitasse a mediocridade.

Mas não nasci com esses dons p/ me acomodar, não sentir a dor dos outros, fingir q tudo está certo no mundo. Sou incapaz de ao ver injustiça, me enganar achando que isso não tem nada haver comigo e q não posso fazer nada.

Desisti de lutar contra e aceitar quem eu sou, aceitar todo o potencial em mim, mas não é nada bom, pois as pessoas não aprenderam a conviver com as diferenças, querem q todos continuem medíocres.
Me acham arrogante porque não aceito o mundo como ele é e acho q posso fazer algo p/ mudá-lo, pq não reconheço autoridade pelo posto, mas pelo mérito, pq tenho a coragem de desafiar o conhecimento e escrever minha teoria.

Meu maior alívio foi qndo entendi que viver tentando ser o que os outros querem que você seja, não é viver. Quando passei ser quem eu sou perdi muitos "amigos", mas aprendi quem realmente é importante para estar ao lado.

Meu maior sonho é ser pai e para isso busco uma relação em que possamos ser nós mesmos, sem medos ou jogos. Alguém q conte meus sonhos e não me ache louco. Alguém disposta a evoluir diariamente. Alguém q possa cuidar e ser cuidado. Alguém com coragem p/ se arriscar e disposição de construir uma relação baseada na confiança. Alguém que sonhe e acredite que possa realizar...
Autor: Irresponsável Sonhador

24 março 2009

Qual a definição de Deus?

Deus é eterno e infinito. Essas são as duas constantes em todas as principais definições sobre Deus escritas pela humanidade. Esse é o problema para definirmos Deus.

Ser eterno não quer dizer que é muito velho, que resiste ao tempo, mas algo que transcende o tempo. O mesmo para infinito, não é algo muito grande, mas ausência de espaço. São dois conceitos de difícil compreensão, pois nossa mente processa estímulos baseados no tempo e no espaço, essa é a nossa realidade. Estamos condicionados ao tempo e ao espaço, é quase impossível compreendermos algo que esteja acima do tempo e do espaço.


Apesar de não acreditar que conseguiremos compreender fielmente a essência de Deus, pois estamos condicionados ao tempo e ao espaço, acredito que podemos nos aproximar muito. Uma analogia que exemplifica essa diferença de realidades é a representação em 2D de um objeto em 3D.


Exemplo: temos um copo. Eu o vejo por cima e você de lado. Eu vejo um círculo e você um retângulo. Qual das duas percepções está certa? As duas. Jamais conseguirei em 2D representar fielmente a realidade 3D, porém quanto mais pontos de vistas diferentes eu tenho, mais próximo da realidade estarei. Assim defini-se a primeira regra para a vida: primeiro compreender para depois ser compreendido, pois se compreendo seu ponto de vista, terei mais percepções, assim estou mais próximo da realidade que você.


Portanto, a definição de Deus começa com esses dois conceitos: eterno e infinito. Deus é algo que não é condicionado pelo tempo e pelo espaço. Assim, as qualidades de Deus são válidas tanto ontem, quanto hoje e amanhã. São verdades tanto aqui, quanto no outro lado do mundo. As qualidades de Deus são atemporais e universais.

Se Deus é a verdade e a origem da inteligência, seus atributos são irrefutáveis. Utilizo irrefutável para as qualidades nas quais não conseguimos com um mínimo de sinceridade argumentar contra. Precisamos de muito esforço mental para acreditar que a injustiça é melhor que a justiça, que a mentira é melhor que a verdade, porém momentaneamente podemos nos iludir para tentar justificar para nós mesmos as atitudes que reprovamos.

O quarto conceito é um resultado dos 3 primeiros. Deus é incondicional. Sua existência não depende do tempo ou do espaço. Suas qualidades não precisam de outros conceitos para justificar sua validade.


Assim a essência de Deus é: atemporal, universal, irrefutável e incondicional. Seu conceito se mantém válido ontem, hoje e amanhã. Tem valor tanto aqui, como no outro lado do mundo. Agir fundamentado por esse conceito não exige explicações, é justificável. Perceba que quando fazemos algo que reprovamos precisamos de diversas explicações para tentar justificar, nos eximir das culpas. É incondicional, pois é um princípio, um conceito que origina outros conceitos.


De todos os conceitos existentes o que melhor se encaixa nessas definições é o Ágape, amor incondicional.

"Ninguém jamais viu a Deus, mas se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e em nós é aperfeiçoado o seu amor. Nisto conheceremos Deus..., pois Deus é Amor" I João 4:19

Não falo do sentimento do amor, do desejo do amor. É fácil sentir carinho por aqueles que te tratam bem. O amor de sentimento é apenas uma resposta condicionada pelo estímulo que recebemos do outro, qualquer animal pode amar assim. O amor de desejo é para suprir uma carência, um vício.

Explicação: Os receptores nas células para os neuro-peptídeos (que despertam as emoções) são os mesmos receptores das drogas, assim da mesma forma que nos viciamos numa substância, podemos nos viciar numa emoção. O corpo quando vivencia repetidamente uma mesma emoção, torna-se viciado. O que acaba influenciando a pessoa nas suas escolhas, levando-a a optar pelas situações em que vivenciará as mesmas emoções. Assim por mais que tenha opções perde a liberdade para escolher, você está dependente.

Exemplo: Uma pessoa que casou cedo e passou vários anos casada. Por pior que tenha sido a qualidade do seu relacionamento, dificilmente essa pessoa conseguirá ficar sozinha, pois está viciada na emoção despertada pela Oxitocina (substância liberada nos contatos físicos entre amantes, a mesma liberada pelo chocolate. Entendeu por que uma mulher quando está sozinha come chocolate?). Essa pessoa jamais ficou solteira na vida, porque antes estava com os pais, depois com seu marido. Ao ver-se solteira busca desesperadamente alguém para suprir sua solidão (liberar sua dose diária de oxitocina), mesmo que seja num relacionamento de baixa qualidade. Para percebermos o potencial destruidor de um vício é só lembrarmos das mulheres e homens que se prostituem e roubam para conseguir sua dose. Dentro desse contexto, fica muito difícil afirmarmos que essa pessoa fez uma escolha livre (incondicional), pois é dependente de um relacionamento, mesmo que este represente uma diminuição no seu valor próprio. Claramente uma pessoa nessa situação, agindo dessa forma, não está em amor, no máximo está vivendo o desejo do amor.

Não falo do sentimento do amor ou do desejo, mas de algo maior. Algo que liga as pessoas incondicionalmente a alegria ou tristeza (sentimentos bons ou não), saúde ou doença (situações boas ou não), até que a morte os separe (transcendendo o tempo). Falo de um nível de amor na qual TER um corpo humano não garante que viva esse amor. Antes de tudo devemos SER humanos, realizar nosso potencial de liberdade de escolhas, evoluirmos em nossa humanidade para que possamos realizar a incondicionalidade do Amor.

"No AMOR não há medo, antes o perfeito AMOR lança fora todo o medo, pois o medo trás consigo a culpa e quem tem medo não está em AMOR" I João 4:21

Quando vivenciamos o amor incondicional sentimos PAZ.

I Corintios 13
"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. 2 Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei. 3 Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimadob, se não tiver amor, nada disso me valerá.
4 O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. 5 Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. 6 O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. 7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará. 9 Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos; 10 quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. 11 Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino. 12 Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.
13 Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.


Agora conheço (o amor) em parte... porém acho que o conheço perfeitamente. Somente se percebermos e nos permitirmos viver o amor incondicional, o que é imperfeito (carências, medos, solidão) desaparecerá. E assim poderei conhecer a plenitude da incondicionalidade do Amor.

O difícil é
deixarmos uma situação em que conhecemos (amor condicional, baseado no sentimento e na carência) e vivermos algo novo, diferentes, não-comum, que por mais que as pessoas sonhem, já deixaram de acreditar. O medo só se vence com a coragem para enfrentá-lo e buscarmos novas experiências em nossas vidas. É um risco em que apostamos tudo o que temos (metade ou menos do amor) para possivelmente perder tudo ou viver a plenitude do Amor, ser inteiro. E só depois encontrar a segurança que desaparece com os medos.

15 dezembro 2008

Teoria da Liberdade de Escolhas

“TER um corpo humano não garante SER humano. TER é um potencial, SER é uma realização.”
Raphael Ribas

A Teoria da Liberdade de Escolhas aborda uma visão sobre o Ser Humano no século XXI e propõe um conceito e práticas para o desenvolvimento de habilidades emocionais e sociais. Seu principal objetivo é o desenvolvimento da autonomia das pessoas em relação aos seus comportamentos, as respostas que damos aos estímulos que recebemos. Não podemos mudar a forma como o mundo nos trata, mas, certamente, somos responsáveis pelas nossas respostas.

A teoria parte do pressuposto que o fato de TER um corpo humano não garante que é um SER humano. TER um corpo humano nos propicia um imenso potencial, SER humano é realizá-lo. Temos o potencial de criar, de imaginar, de nos comunicar, de amar, de mudar nossa realidade. Esse potencial é o nosso diferencial competitivo dos demais animais. E esse potencial pode ser resumido em um conceito: Liberdade de Escolhas.

Temos uma região no cérebro chamada de córtex pré-frontal que nos garante a possibilidade de refrearmos nossos instintos. Nenhum outro mamífero ou réptil ou ave possui, somente nós. Portanto no mínimo sempre teremos duas possibilidades: agir ou não-agir por instinto. A maioria dos problemas humanos são frutos de um erro de escolha. Sempre há uma alternativa para solucionar ou atenuar um problema, mas muitas vezes a escolha que fazemos o acentua. Se sempre temos escolhas e sempre há uma possibilidade de solucionar ou atenuar um problema, por que há guerras, violência, intolerância?

Porque por mais que tenhamos escolhas devemos encontrar a liberdade para escolher a melhor. TER escolhas não significa SER livre. Você pode perceber essa diferença em seus relacionamentos. Quantas vezes foi dominado pela ira ou pelo medo ou pelo ciúmes e teve atitudes que agravaram ou até mesmo criaram problemas, conflitos? Por mais que naquele momento você tivesse escolha não conseguiu ser livre o suficiente para escolher a melhor reação.

A Teoria da Liberdade de Escolhas propõe conhecimentos, técnicas e ferramentas para que passe a TER mais escolhas (desenvolva a capacidade de aumentar suas possibilidades), possa SER livre para escolher a melhor (inteligência emocional) e aplique esses conceitos para melhorar seus relacionamentos (inteligência social).

31 janeiro 2008

A Força Motivacional

“Ninguém, portanto, a menos que seja vencido por causas externas e contrárias à sua natureza, deixa de aspirar o que lhe é útil, em outras palavras, conservar seu ser. Ninguém, afirmo, pela necessidade de sua natureza e sem ser compelido por causas externas, se negará a alimentar-se, ou se suicidará... Mas que o homem, pela necessidade de sua natureza, busque não existir, ou mudar de forma, isso é tão impossível quanto criar algo a partir do nada, como todos podem concluir meditando um pouco.”

Livro Ética, de Baruch de Spinoza (1632-77)

Como posso agredir aqueles que amo? Como posso fazer algo que reprovo? Se a pessoa acredita em fidelidade por que ela trai? O que nos leva a fazer tantas coisas nas quais nos arrependeremos? Se eu quero viver, por que faço coisas que me matam aos poucos, como fumar? Se minha vontade quer algo por que faço coisas que me afastam do meu objetivo?

Numa analogia com a física, nosso destino é o resultado de um conjunto de forças que atuam em nossas vidas, tanto internas como externas. Nesse estudo analisaremos as forças internas que influenciam nossas escolhas, tendenciando ou limitando. O exemplo será a infidelidade num casamento, onde o infiel é uma pessoa que racionalmente quer ser fiel, mas sucumbe. A pergunta é: se racionalmente queremos algo por que fazemos diferente?

Concordando com o pressuposto de Spinoza, sobra-nos questionarmos: por que e como somos vencidos pelas causas externas? Quais forças participam dessa batalha? Quais as conseqüências de perdê-la? E como posso vencer?

Para um melhor entendimento desse estudo, partiremos de uma aspiração comum a todo ser humano: a felicidade. Não cabe aqui uma discussão sobre o que é felicidade, cada um tem seus valores que determinam o que trás felicidade para si. Porém, acredito que a essência da felicidade esteja na harmonia entre paz, alegria e prazer. Acredito que o principal deles é a paz, pois sem ela a alegria é curta e o sofrimento é longo.

Para entender o que é paz, feche os olhos e veja quais imagens, palavras e sons aparecem em sua mente. Branco, silêncio, tranquilidade e sentimento de segurança são as principais idéias associadas ao conceito de paz. Falta de paz é quando faço algo que não considero correto, faço algo contrário a minha essência.

Portanto, por mais que eu queira algo, não conseguo agir nesse sentido. Assim, sua vontade sucumbe a outras forças. Chegamos a conclusão que o que é vencida é a força de vontade. Nesse estudo nos restringiremos ao estudo dos componentes da força de vontade.



  • A mais concisa e completa definição de ser humano é: animal racional. Possuímos um corpo animal e uma mente racional. É lógico a todos que se seguíssemos todos os nossos impulsos animais geraríamos vários problemas. Portanto nesse estudo o termo vontade refere-se as escolhas racionais e aspirações os desejos que produzem boas conseqüências.

Toda força possui dois elementos básicos: direção e potência. A direção é determinada pelo objetivo. O tamanho da potência é definido pela força da motivação. A vontade é realizada numa ação. Com isso, encontramos os três componentes envolvidos na força de vontade: o pensamento, responsável pela escolha da direção; a emoção, principal componente motivacional; e o comportamento, a ação gerada.


A parte mais prática e perceptível desse processo são as conseqüências dos comportamentos. E quando conseguimos identificar a relação causa-conseqüência dos efeitos não desejados, faz-se necessário o uso da força de vontade para mudar o comportamento.


  • Para um melhor entendimento da possibilidade e as condições necessárias para a mudança de um comportamento, ler os estudos: fundamentos da liberdade de escolhas e níveis de liberdade de escolhas.

A tendência das pessoas é gastar suas energias tentando mudar somente os comportamentos.

  • A técnica usada é a punição-recompensa, onde puno os comportamentos indesejados e recompenso os desejados. É a essência do adestramento animal.

Agem assim consigo e com os outros. Comigo reprimo meus impulsos e com os outros punindo ou recompensando as atitudes. Porém, essa não é a única variável em nossas atitudes.

Esquecem que o que pensamos influencia nossos sentimentos e nossos comportamentos. Nossos comportamentos influenciam nossos sentimentos e pensamentos. Como nossos sentimentos influenciam nossos pensamentos e nossos comportamentos. Da mesma forma que influenciam, eles reforçam. Há uma forte relação de interdependência. Portanto, quando os três estão desalinhados há um imenso desperdício de tempo e energia. Nesse ponto reside a principal dificuldade das pessoas. É necessário um esforço muito grande de ações repetidas por longo tempo para que o comportamento modifique o pensamento e o sentimento.

A interdependência não exclui a hierarquia entre os três. Por mais que comportamentos repetidos formem os sentimentos, é necessária somente uma experiência carregada de um forte sentimento para que se mudem os comportamentos. O mesmo acontece na relação do sentimento com o pensamento. Quando passo por uma profunda reflexão, o auto-conhecimento gerado pode mudar minhas prioridades e a nova convicção pode mudar meus sentimentos e comportamentos.

Cada um forma um nível na força motivacional: físico (comportamento), emocional (sentimentos) e mental (pensamento). Cada nível é decomposto em 2 vetores, fuga e busca. A fuga é motivada pelo medo e a busca pelo desejo. Os vetores são as forças componentes da motivação.

No físico são: fuga de dor e busca de prazer.

No emocional são: fuga de sofrimento (fracasso) e busca de alegria (sucesso).

No racional são: fuga de medo (insegurança, culpa) e busca de segurança (harmonia, paz).


Diagrama dos vetores da força motivacional


Cada vetor possui sua direção e sua força “puxando” a força motivacional. Um vetor pode superar em força os outros e definir o sentido da motivação, como todas as forças podem se anular em direções opostas e forças equivalentes, tornando a vontade inerte, como a direção de dois ou mais vetores serem a mesma, assim suas forças se somam.
O resultado da combinação desses vetores define a direção e a força da motivação, em outras palavras, possuo uma motivação física, uma motivação emocional e uma motivação racional e o resultado forma a minha motivação geral.

Somente existe força de vontade quando a força motivacional está direcionada para aquilo que aspiro, ou seja, escolhi deliberadamente. Caso contrário a força de vontade sucumbiu às causas externas. Portanto, o desafio está em alinhar os vetores motivacionais na direção dos meus objetivos.
Estudo de Caso
Situação: uma pessoa casada.
Aspiração: ser fiel. Por ser um desejo sua matriz é busca. Por ser uma idéia sua substância é um pensamento. Portanto é um vetor motivacional de Busca de Segurança (paz).
Atenuantes: a tendência é que a força desse vetor seja definida empiricamente, em outras palavras, minhas percepções das minhas experiências passadas formam a rede de relacionamentos desse vetor (Busca de Segurança) com os outros vetores. Nesse caso: no passado essa pessoa sofreu alguns casos de traição que provocaram um profundo sofrimento. A tendência é que o vetor Fuga de Sofrimento esteja posicionado em direção oposta ao Busca de Segurança e caso não haja nenhuma experiência positiva referente à fidelidade, o vetor Busca de Alegria não compensará a Fuga de Sofrimento, onde Fuga de Sofrimento possivelmente torne-se o principal vetor na composição da aspiração ser fiel.
Momento: o casamento está passando por inúmeras dificuldades, chegando a agressões verbais entre as partes.
Composição motivacional: o vetor Busca de Segurança está direcionado para a manutenção do casamento. Porém, a força desse vetor foi reduzida empiricamente e o vetor Fuga de Sofrimento recebe energia adicional pelo momento vivido. Nesse caso o vetor Busca de Alegria pode perder sua direção vinculada ao Busca de Segurança e se direcionar para outro sentido, por exemplo: a Busca de Alegria (sucesso) no grupo de amigos ao transar com uma mulher cobiçada. Nesse caso, sua força é potencializada pelo vetor Busca de Prazer. O vetor Fuga de Medo até pode estar alinhado com o Busca de Segurança, tendo em vista o receio de ficar sozinho, conhecer uma nova pessoa, iniciar um novo relacionamento e decepcionar-se novamente, ou seja, fuga do medo do novo, assim o vetor direciona-se para a manutenção do casamento. Dependendo do nível de sofrimento do momento atual, este pode gerar dores, direcionando o vetor Fuga da Dor para qualquer alternativa fora do casamento.
Diagrama:
Resultado: se a força combinada dos vetores: Busca de Segurança e Fuga do Medo, for menor que a combinação dos vetores: Busca de Alegria, Busca de Prazer, Fuga de Sofrimento e Fuga da Dor, certamente a pessoa tornar-se-á infiel ao seu casamento. Assim a força de vontade sucumbiu as causas externas que mudaram os vetores motivacionais enfraquecendo o objetivo definido. Por outro lado, por mais que a maioria dos vetores esteja direcionado para fora do casamento, se a pessoa possui um forte caráter fundamentado em princípios, a força do vetor BS pode superar a combinação de todos os outros e apesar de estar sofrendo em seu casamento, busca resolver o problema ou até mesmo se separar, antes de agir contra a sua consciência.
Observações: o nível de força de cada vetor é influenciado por diversos fatores, sendo relativa a cada um, cada história de vida e cada momento. As principais variáveis são: genética, personalidade, perfil comportamental, formação de vida, percepção das experiências passadas, cultura social de convívio e formação, conhecimentos, critério de valores, emoções, auto-conhecimento, disciplina e domínio da capacidade de raciocínio.

Resumindo:
  • Que corpo você tem?

  • Como reage emocionalmente as experiências?

  • Quais valores sociais predominantes na sua formação e convívio e sua influência nos seus conceitos?

  • Quais conhecimentos possui?

  • Quais seus valores internos?

  • Qual o seu domínio da capacidade de raciocínio?
Um pouco sobre a Liberdade de Escolhas

Essencialmente, o principal fator na definição da direção e força dos vetores é o crivo racional, a percepção, que pode ser voluntária (deliberada por você) ou involuntária (condicionada pelo meio). Por mais que a maioria das experiências seja processada sem a atuação consciente, todos podem ser reeditados posteriormente. Possuímos duas potencialidades que nos permitem isso: a imaginação e a linguagem.
Mediante a imaginação podemos gerar experiências virtuais que podem alcançar o mesmo peso das experiências reais. Pesquisas feitas com o mapeamento do cérebro mostram que não há diferença na reação quando o olho vê uma imagem ou quando a mente imagina ver aquela imagem.

A linguagem nos proporciona algo talvez mais fascinante: determinar ou reeditar as percepções. Quando traduzimos nossas sensações e experiências em palavras, ao mudá-las podemos mudar as sensações e percepção das experiências. Esse é um dos fundamentos da psicoterapia, resgatar o domínio da história do paciente mediante a tradução das experiências em palavras.

Por mais que a percepção consciente não seja a origem das interpretações da maioria das nossas experiências, mediante as potencialidades de imaginação e linguagem podemos alterar as percepções passadas e escolher como vamos perceber as situações atuais.

21 dezembro 2006

O Caminho da Vida

Sei que muita coisa aconteceu
e você, assim como eu
duvidou e ainda duvida
sobre as coisas da vida

mas tenho aprendido

que tudo o que há nela
tem um porquê e um sentido
podendo ser janela
para ser compreendido

por mais que inicialmente não saibamos

no final teremos entendido
que no início acreditamos
no meio duvidamos
mas no final das contas
aprendemos a confiar

Esse é o caminho da vida
onde aprendemos a amar
e que tem sentido só de ida

pois voltar é negar

e negar a sua essência
é fugir da verdade
onde somente ela pode libertar
assim torna-se escravo
e limitado no amar

Por isso não corra

e não fuja da verdade
que há dentro de você
pois no final das contas
aprenderás a ceder

Se der aos outros
a chance de amar
e se der a você
a chance de se perdoar
aprenderás a se libertar

Ceder não as coisas de fora

mas as de dentro
que estão no seu íntimo ardendo

Ceder assim não é fraqueza

quando rende-se a consciência
Nos tornamos fortaleza
quando somos nossa essência

Alinhando o tempo externo

a linda e bela luz eterna
que há em você
assim aprenderás a vencer
a tudo e a todos

Porque amar é realizar
os mais puros e belos sonhos
da nossa criança
assim acenderás
a chama da esperança

cumprindo sua missão

que mesmo sendo adulto e calejado
não sejas aleijado

Nesse caminho da vida

onde aprendemos a amar
e que tem sentido só de ida
e assim se libertar
para brilhar como as crianças

Raphael Ribas

20 junho 2006

No Amor não há medo

[1jo 4:18] No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora todo o medo; porque o medo tem consigo a culpa, e o que tem medo não está em amor.
Temos, portanto dois pontos opostos: Amor e Medo. Aprendemos que o medo trás consigo a culpa e quem tem medo não está em Amor.
[mt 6:24] Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
Não podemos viver com dois opostos ao mesmo tempo, pois quando agradarmos a um estaremos desagradando ao outro.
O que é oposto?
É o contrário, ou seja, a ausência do outro.
Qual o contrário do medo?
Muitos devem ter respondido a coragem. Então pergunto: a coragem é a ausência do medo?
Não, quando temos coragem para enfrentar um problema, não pressupõe a ausência do medo, mas uma reação diferente do que imaginamos como medo. Diante de algo que nos amedronta, resumidamente, temos 3 reações básicas: ficar paralisado, fugir ou enfrentar. As duas primeiras, relacionamos facilmente ao medo, na terceira, quando se enfrenta o problema, chamamos de coragem.
A qualidade de nossa vida está relacionada à amplitude de entendimento que temos da vida. O problema humano nesse caso está no fato de restringirmos as possibilidades a somente essas 3 reações básicas. Não visualizamos outra alternativa para enfrentarmos o problema. Jesus Cristo trouxe um novo paradigma, uma outra alternativa, essa é o amor.
Para vivermos essa alternativa, devemos entender o que é amor? Muitos consideram um tema muito complexo e que não encontraremos consenso. Muitos acham impossível definir o Amor. Agora vamos nos restringir ao entendimento relacionado ao medo.
Pela lógica simples: o medo é o oposto do amor, pois quem tem medo não está em amor. O medo é a ausência do amor. Devemos encontrar a característica do amor que melhor define o que é oposto do medo.
Pela eliminação, não é coragem, pois esta é o medo agressivo, quem enfrenta o medo. Podemos chegar ao oposto do medo encontrando a variável, nas situações, que diminui ou aumenta o medo.
Exemplo simples: quando começamos a namorar alguém, acreditamos nessa pessoa. Acreditar = dar crédito a algo ou alguém. Confiança = quando algo ou alguém em que acreditamos nos paga a dívida. Fruto de outro estudo a posteriori. Um dos nossos erros é entregar nossas vidas a quem acreditamos, não temos paciência para esperar a confiança. Nesse período confundimos o acreditar com o confiar. Nessa fase, nosso medo de sermos traídos é baixo. Então começam a acontecer algumas situações que minam a nossa confiança naquela pessoa. Nesse momento nosso medo começa a aumentar.
Quanto mais conhecemos alguém, mais temos segurança para confiar ou não em alguém. O nível do nosso conhecimento, entendimento, de algo ou alguém, nos trás segurança para confiarmos.
Percebemos que quanto menos confiança temos, maior nosso medo. Portanto o contrário do medo, sua ausência, chama-se confiança. Esta é representada pela certeza e convicção sobre o que conhecemos do outro. Este também é um sinônimo de fé.
[hb 11:1] ORA, a fé é a certeza das coisas que não se vêem e a convicção das coisas que se esperam.
Em outra tradução: ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.
Sobre o processo de construção de confiança (fé) estudaremos num outro momento.
A Bíblia fala que o justo viverá pela fé. Isso é comprovado pelo fato que sem a confiança, certeza e convicção, da recompensa de sermos justos, ninguém será justo. No Reino dos Céus há uma inversão nos fatores: paga-se o preço antes, depois recebemos. Em nossa sociedade é o contrário: primeiro o prazer, depois o preço.
Entendemos que há dois pontos opostos: Amor X Medo. A característica do amor que melhor exemplifica o oposto do medo é a confiança, portanto: Confiança X Medo.
O medo trás consigo a culpa. Somente há culpa se existe um acusador. Quem tem medo, está sendo dominado pela culpa, portanto está sob a influência de um acusador. Nesse caso sua vida está condicionada pela culpa.
Se vivemos condicionado, estamos presos. O Amor que Jesus Cristo ensina é o amor incondicional. Como posso eu sendo condicionado, viver o amor incondicional? Portanto quem vive com medo, está limitado em seu amor, devemos vencer o medo.
Isso tem uma implicação muito maior.
Não podemos servir a dois senhores, pois agradaremos a um e desagradaremos a outro. O senhorio está relacionado a quem nos influencia. Quem tem medo está sob a influência de um acusador, portanto dominado pela culpa. Quem é o acusador na Bíblia?
A culpa tem uma característica muito peculiar, quem sente-se culpado tem medo da conseqüência dos seus atos. Isso leva a uma tendência para tentarmos esconder nossos erros, pois temos medo da correção, ou seja, não confiamos no amor e misericórdia daquele que nos corrigirá. Quem te corrige? É um homem ou Deus? Nas mãos de quem está sua vida: nas dos homens ou nas de Deus?
[gl 4:7] Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.
Não somos mais servos, e quem afirma isso é o apostolo Paulo, somos filhos.
O que te influencia a servir a Deus? O Amor ou o Medo?
O escravo serve ao seu senhor por medo, o filho por respeito.
O princípio da sabedoria é o temor a Deus. Normalmente confundimos a palavra temor com tremor. Temor não é medo, mas profundo respeito. O filho serve ao seu Pai por profundo respeito, essa é a chave da sabedoria, isso é honrar pai e mãe. O profundo respeito tem como fruto a gratidão, outro estudo posterior.
Afirmo com convicção: Quem serve a Deus por medo, está enganado, pois está servindo à um acusador.
Se servimos a Deus por medo, estamos oferecendo sacrifícios repugnantes a Deus, pois Deus não vê como os homens, mas sonda os corações, sonda as profundas intenções do nosso coração.
[1sm 16:7] Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.
O homem vê o que está diante dos olhos, por isso Isaías disse e Jesus Cristo repete: vendo com os olhos não vêem, ouvindo não ouvem, pois não entendem com o coração, pois o coração está endurecido e ouviram de mau grado. Este é outro estudo posterior: Olhos Eternos X Olhos Temporais.
Jesus Cristo veio para libertar os cativos. Libertar é conduzir para a liberdade. Para vivermos o amor incondicional, devemos ser incondicionais, portanto se estamos presos estamos limitados em nosso amor. Devemos encontrar a liberdade para podermos viver o Amor de Deus e assim cumprir os maiores mandamentos:
1- Amar ao Senhor, teu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de toda a sua força e de todo o seu entendimento;
2- Amar ao próximo, como a si mesmo.
Devemos aprender a encontrar a raiz dos frutos, pois de nada adianta, se queremos acabar com os frutos, atacar os frutos. A árvore continuará lá, continuará a produzir frutos. A falta de confiança é resultado da falta de conhecimento, da falta de entendimento. Quanto mais entendo sobre um assunto, mais tenho confiança para falar sobre ele.
Jesus Cristo diz:
[mt 7:21-25]"21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? 23 E então lhes direi abertamente:apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade, pois eu nunca vos conheci.
Comprova nosso estudo, pois se Jesus Cristo nunca conheceu esta pessoa é porque ela também não o conheceu. Todo conhecimento é relacional, tudo o que você aprende vem de uma relação com alguém. O conhecer Deus reflete a qualidade, não a quantidade, do seu relacionamento com Deus.
Percebemos também que essas pessoas, que nunca o conheceram, são pessoas que aparentemente são bons cristãos, pois profetizam, expulsam demônios e fazem maravilhas em nome de Jesus. Mas o que faz com que, por mais que tenham cumprido as regras, não entrem no Reino dos Céus? A intenção do coração.
Podemos cumprir todos os rituais, mas se o fazemos por medo, não estamos servindo a Deus. Estamos perdendo nosso tempo, devemos aprender a ter confiança.
A Bíblia diz que sem fé é impossível agradar a Deus. Tudo é possível aquele que crê.
Afirmo: Se por nossas atitudes geramos culpa nos outros, não estamos servindo a Deus, mas a satanás.
Quando geramos culpa, estamos tentando controlar a pessoa através do medo. Um das características mais nítidas nesse comportamento são as chantagens. Sirva a Deus, se não está no inferno e servir a Deus é me obedecer. Sirva a Deus, então terá um carro, ou poderá se casar. Todas essas formas de servir são condicionais. Não podemos amar incondicionalmente se somos condicionais, portanto não podemos conhecer a Deus, não podemos viver Deus.
[1jo 4] 12 Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor. 13 Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito... 16 E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.
Se amarmos uns aos outros, Deus está em nós. Se amarmos incondicionalmente, Deus está em nós. Somente podemos amar incondicionalmente se, e somente se, formos incondicionais.
Como viver sem medo?
[1jo 4:17] A certeza que temos no Amor de Deus, nos trás confiança no dia do juízo; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo.
O dia do juízo não é somente o dia do juízo final. Está relacionado a todo o momento que sofremos a conseqüência dos nossos atos, influenciado muito em nossas decisões.
Aprendemos nessa passagem que é a certeza no Amor de Deus que nos trás confiança. Lembrando: certeza e convicção é fé. Mas como ter certeza no amor de Deus?
Somos muito arrogantes no fato de que tudo aquilo que é impossível para nós, achamos que ninguém conseguirá. Por exemplo: se eu sou infiel no meu casamento, dificilmente acreditarei que alguém poderá ser. Ai fazemos a relação com o que Jesus disse: antes de tirar o cisco do olho do seu irmão, retira a trave que há no seu, pois com a mesma medida que julgardes, sereis julgados.
Creio que o maior obstáculo dos homens para conhecerem Deus é o fato de quererem trazer Deus para a mediocridade humana e não buscam o caminho inverso, levar o homem a divindade de Deus. Creio que Jesus Cristo fazia o caminho certo, por isso é o caminho, a verdade e a vida, pois nos tira de nossa mediocridade e nos torna responsáveis para conquistarmos a divindade de Deus. Ele não nos poupa e diz: que recompensa tereis em amar os que vos amam? Amai os vossos inimigos e orei pelos que vos perseguem. Sedes perfeitos como o vosso Pai do Céu é perfeito. Jesus Cristo afirma, com autoridade, que podemos chegar a divindade de Deus, através da nossa busca, pois buscareis e achareis, pedi e dar-se-vos-á, batei e abrir-se-vos-á. Temos essa capacidade, pois o próprio Jesus Cristo nos afirma que realizaremos obras maiores.
Voltando, quando trazemos nosso entendimento de Deus para a mediocridade humana, temos um entendimento distorcido de Deus. Todo conhecimento é relacional. Para nos relacionarmos com Deus, sendo Ele luz, devemos refleti-lo. Quando nosso entendimento de Deus está preso pelo tempo, espaço, aos olhos temporais ou sensíveis, somos um espelho obscuro, como Paulo nos ensina em 1 coríntios 13. Jesus afirma que somos a luz do mundo, mas que não somos a fonte. A lua é a luz da noite, mas não é fonte de luz, apenas reflete a luz do sol. Assim também devemos ser, o reflexo da luz de Deus no mundo, mas para isso devemos ser um espelho perfeito e não obscuro.
Se somos condicionais, somos limitados em amar, portanto somos espelhos obscuros. Quanto mais incondicionais somos, maior nossa capacidade de amar, portanto maior será a nossa capacidade de refletir o amor de Deus, assim cumprimos nossa missão.
Voltando um pouco mais: a certeza que temos no amor de Deus nos trás confiança no dia do juízo, porque como Ele é, nós somos nesse mundo. Aqui está a chave de encontrarmos a certeza do Amor de Deus: ser como Ele é. Esse é um dos fatores mais importantes para pagarmos o preço para forjar nosso caráter como o de Cristo.
[rm 8:28-30]
Ser como Ele é, essa é a chave. Quanto mais somos amor, mais temos certeza do amor de Deus. Esse paradigma serve para outras análises: quanto mais perdoamos, mais certeza temos no perdão. Lembram da oração do Pai Nosso? Pai, perdoa as nossas ofensas assim como nós perdoamos aqueles que nos tem ofendido. Encontramos a relação base da certeza no Amor: Ser como Deus é. Deus é amor, devemos ser e viver o amor incondicional.
Última afirmação: quem tem medo não está em amor, porque não ama, se não ama, não está servindo a Deus. Pois Jesus Cristo ensina: quem me ama segue aos meus mandamentos.

03 maio 2006

Declaração de Liberdade.

“Jamais renegarei meus ensinamentos, até que pela razão simples alguém prove que estão contrários a Palavra de Deus, contida na Bíblia, pois minha liberdade está firmada em minha consciência e não poderei ir contra aquilo que o Espírito Santo me ensina”

[1sm 16:7] Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.

Deus não vê como os homens, mas sonda os corações. Existe a forma e a essência. O que os olhos humanos vêem são as coisas temporais, a forma. [mt 13:13] Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. Devemos renovar nossos olhos, ouvidos e entendimento e perceber como Deus percebe. [mt 13:16] Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem, [mt 13:11] porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;
  • Quem sou eu?
[1co 13:12] Porque agora vemos como em espelho obscuramente, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Os pré-conceitos, julgamentos que as pessoas fazem de nós têm seu fundamento nas formas, isso é o espelho obscuro na qual buscamos nossa identidade. Somente o relacionamento com o Amor incondicional pode nos mostrar quem realmente somos. Hoje afirmo com extrema certeza e convicção: Eu sou Amor, minha essência é minha consciência e minha consciência é Amor.
Ao me chamar, Deus não atentou para a forma, mas para a essência do meu coração. Creio que o propósito de todo ser humano é tornar a sua forma (corpo) a representação mais fiel possível de sua essência.
Incomodou? Talvez porque para os homens o que é diferente é o errado.
"A diferença entre a loucura e a genialidade é o sucesso"
Descobri que todo ser humano é liberto, apesar da maioria viver em prisões, mas alcançar a liberdade exige esforço. Sou um homem que busca a verdadeira liberdade.
“Liberdade não está em fazer o que nossos desejos querem, mas está em sermos incondicionais em nossas escolhas”
Agradeço a minha família, amigos, a igreja que freqüento e, principalmente, aqueles que buscam minha inimizade, através dos pré-conceitos, mentiras e perseguições, trazendo imensos benefícios a minha vida. O sofrimento por injustiça é a semente da honra.
  • Hoje sou perseguido pela visão de Deus que tenho ensinado as pessoas, alguns acham que vivo numa imensa mentira, na qual luto para sustentar com meus argumentos distorcidos. Para esses digo:
“Jamais renegarei meus ensinamentos, até que pela razão simples alguém prove que estão contrários a Palavra de Deus, contida na Bíblia, pois minha liberdade está firmada em minha consciência e não poderei ir contra aquilo que o Espírito Santo me ensina”
[gl 2:4-5]"4 E isto por causa dos falsos irmãos que se intrometeram, e secretamente entraram a espiar a nossa liberdade, que temos em Cristo Jesus, para nos porem em servidão; 5 Aos quais nem ainda por uma hora cedemos com sujeição, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vós.
  • Afirmo com extrema certeza e convicção:
Somente a verdade pode libertar e viver de acordo com ela nos leva a real liberdade. Existe apenas uma única coisa que diferencia o ser humano dos animais: a consciência. A capacidade de desenvolvermos o entendimento. Num ponto mais importante, é a capacidade de percebermos os princípios fundamentais da humanidade, perceber o que é eterno, a verdade.
[jo 8:32] E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
[pv 25:2] A glória de Deus está nas coisas encobertas; mas a honra dos reis, está em descobri-las.
O princípio do conhecimento é o questionamento, este nos trás o domínio, pois entendimento é poder. Entendimento trás liberdade. Somente através do entendimento podemos ser livres e assim conquistarmos o Reino dos Céus.
[is 5:13] Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede.
[pv 1:7] O princípio da sabedoria é temor à Deus; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.
[1jo 4:8] Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.
Temor é um respeito profundo
Portanto, o princípio da sabedoria é o profundo respeito ao Amor incondicional.
  • Alguns me perguntam de onde vem minha força para enfrentar a perseguição, a estes digo:
[1jo 4:17] A certeza que temos no amor de Deus nos trás confiança no dia do juízo; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo.
[lc 10:27] E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
[1jo 4:7-8]"7 Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 8 Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. "
Busco de todo o meu coração, de toda a minha alma, de toda a minha força e, principalmente, de todo o meu entendimento ser amor. E hoje estou seguro do caminho que tenho seguido para viver esse amor incondicional.
  • O que me motiva:
“Em toda a história da humanidade a verdade e o amor sempre prevaleceram.” Gandhi
  • Digo aqueles que me perseguem por causa dos meus questionamentos e meus ensinamentos sobre o Reino dos Céus:
[rm 2:21 e 24]"21 Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? ... 24 Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós. "
[mt 15:14] Deixai-os; são condutores cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.
Pergunto eu: Como podes defender a obediência cega?
Não prego a desobediência, mas a obediência consciente, que vem pela força da escolha e não pela obrigação. Prego que não devemos ser servos de homens, mas somente de Cristo, o único que pagou alto preço por nossas vidas, o único que podemos confiar em seu Amor, pois: [1jo 4:9] Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. Não existe vida sem liberdade.
  • E finalmente, anuncio-vos minha liberdade:
[1co 7:23] Fostes comprados por alto preço; não vos façais servos dos homens. Sou servo da minha consciência. Minha consciência é amor. Amor é Deus. Sou servo de Deus, o Pai que nos enviou Jesus Cristo, somente Dele, não de homens.
[gl 4:7] Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.
O filho não serve o Pai por medo ou obrigação, mas por temor (profundo respeito). Se alguém o serve por medo este não está servindo à Deus, mas a culpa.
[1jo 4:18] No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora todo o medo; porque o medo tem consigo a culpa, e o que tem medo não está em amor.
Quem serve a culpa está sobre a servidão de um acusador. O acusador é satanás.
  • Paulo nos ensina que nossa liberdade não pode ser pedra de tropeço, por isso trago o último ensinamento sobre a liberdade, para que não deturpem minhas palavras, confundindo liberdade com libertinagem:
Não existe liberdade sem responsabilidade. Responsabilidade é a capacidade de respondermos de acordo com a nossa consciência. Podemos e temos o livre arbítrio, garantido por Deus, para escolher entre sermos escravos dos nossos desejos ou servos da nossa consciência. A liberdade está em sermos servos da nossa consciência.
[1co 10:23] Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.
Quem lhe dá o discernimento sobre o que lhe convém ou não é sua consciência. Sua consciência é a imagem e semelhança de Deus na sua vida.
[2co 2:11] Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está?
[rm 2:15] Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os;
[1jo 2:27] E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis.
[jo 14:26] Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
[jo 16:13] Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.
A essência do ser humano é sua consciência, a porção da imagem e semelhança de Deus em nossas vidas, pois como o Espírito Santo, é responsável por guiar o homem na verdade, pois não fala sobre si mesmo [os desejos], mas lhe confronta com a verdade.
ps: Muito arrogante? Não me preocupo, pois muitos hoje acham o apóstolo Paulo arrogante e orgulhoso. Ele dizia: [rm 2:16] No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho; [1co 4:15-16] ... porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo. 16 ... sejais meus imitadores; [gl 1:11-12]"11 Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. 12 Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo; [gl 2:11] E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível; [gl 4:12] Irmãos, rogo-vos que sejais como eu. É inacreditável as pessoas que se dizem cristãs e acusam Paulo de ser arrogante e orgulhoso, já que é inegável o fato que foi imensamente usado por Deus e a Palavra de Deus é clara quando afirma: [tg 4:6] Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Portanto Paulo não pode ser orgulhoso. Devemos renovar nossa mente sobre alguns conceitos.
[rm 12:2] E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
[gl 1:10] Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.